Jogo Duplo
- março 25, 2026
Eleonora Wolfram vive isolada atrás de muros elevados, cercada por câmeras e pelo peso de um trauma que a silencia.
Aos dezenove anos, a jovem ruiva de olhos azuis transformou sua casa em um refúgio inacessível depois de sofrer uma emboscada brutal aos dezesseis — um episódio que roubou sua inocência e apagou seus sonhos. Entre pincéis e as cordas de um violino, ela encontrou um alívio possível para a solidão e o medo intenso que nutre por qualquer homem fora de seu restrito círculo familiar.
Em contraste com sua reclusão, Ettore Hoffmann ocupa o outro extremo da sociedade berlinense. Magnata italiano do setor bancário, conhecido por seu estilo de vida libertino e sua presença constante nas colunas sociais e nos negócios internacionais, ele carrega sob o terno impecável uma dor recente: a morte da mãe, vítima de câncer. Abalado e em busca de um breve respiro antes de voltar à Toscana, aceita um convite inesperado de um dos primos de Eleonora, que, sensibilizado pela perda, decide abrir as portas do lugar mais protegido da cidade.
Ao contrário dos demais, Ettore não enxerga apenas fragilidade em Eleonora, mas um enigma que desafia seu controle. Seu luto rapidamente se transforma em obsessão: ele quer compreender a mulher que se esconde do mundo. Para Eleonora, porém, a presença dele é uma intrusão perturbadora, capaz de trazer à tona lembranças dolorosas e desencadear um pânico impossível de disfarçar.
O que antes era apenas uma negociação entre famílias se transforma em confronto. No silêncio deixado pela música interrompida, as barreiras que ela ergueu começam a ceder. Ettore percebe que, para dominar os Wolfram, precisará antes romper a resistência da herdeira que se nega a ser tocada.

JAQUE AXT, nome literário de Jaqueline Francisca Axt, tem 29 anos e nasceu em Joinville, Santa Catarina, no sul do Brasil. É casada e mãe de um menino de seis anos.
Atualmente, atua como escritora na Amazon.
Antes, trabalhava como fotógrafa, mas, com os impactos da pandemia, passou a enfrentar crises de ansiedade e encontrou na escrita uma maneira de se acalmar. O que começou como um refúgio acabou se tornando um caminho de sucesso.
Criativa desde a infância, sempre imaginou histórias e enredos. Foi apenas em maio de 2020 que decidiu transformar essas ideias em palavras. Hoje, sente que sua mente está mais tranquila e compartilha um pouco desse universo imaginário com os leitores por meio da escrita.
Gostou de ler My Storm. Born Of Chaos
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